domingo, 4 de abril de 2010

QUE VENHA A CHUVA


Estamos no período que antecede às chuvas. E vez por outra quando o tempo se faz muito quente, ela deságua sem dó nem piedade, na tentativa de acalmar nosso calorão.
Nosso outono não tem as mesmas característica do que acontece no hemisfério norte, com um pouco de frio e uma coloração mais cinzenta e queda das folhas das ávores, mas é o periodo do amadurecimento das frutas e mesmo assim nos brinda com as águas acumuladas nas núvens.
Que venha a chuva, pra lavar a alma, pra limpar as ruas, pra trazer bênçãos... Que venha a chuva pra regar a terra árida, encher os rios, florescer as matas... Que venha a chuva e abrande o calor excessivo, acalmando os ânimos exaltados, aliviando as tenções... Que venha a chuva e lave a alma das dores de ser, de viver; que lave os corações das angústias sem nome; que lave a mente dos medos que impedem eu... você de ir além... Que venha a chuva e nos lave as lágrimas presas no rosto e nos alivie o peito... Que venha a chuva e traga as bênçãos que nos protejam dos males que nos cercam; bênçãos que brindem os corações queixosos e fortaleça as ações dos homens... Que venha a chuva trazendo suas características com seus ganhos e perdas. Sim, ganhos e perdas, pois a mesma chuva que destroi, tambémconstroi. É o paradoxo, a antítese. É aquela que também junta, une, felicita.
Que venha a chuva pra nos aquecer, pra nos aproximar, nos sentar à beira do fogo em memoráveis e deliciosas conversas. Que venha a chuva e nos possibilite estar mais juntos outras vezes mais... Tecendo novas redes de profundas e maravilhosas amizades como dizia um belo amigo... Que venha a chuva e a gente possa ler mais livros, ouvir mais música, escrever mais histórias, estreitar mais os laços. Que venha a chuva e possamos dançar de plena felicidade pelo inusitado e diferente.

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